sábado, 18 de março de 2017

[Resenha] A Seleção, Kiera Cass

Admito, nunca li uma sinopse ou resenha desse livro, na verdade esse é um dos que eu fazia bullying e minha única certeza era de que NUNCA o leria NA VIDA, mas até agora não faço IDEIA de como fui parar nessa leitura e pior, terminar em pouco mais de 7 horas.

Foto retirada do blog Melina Souza
A Seleção é uma distopia romântica de 368 páginas escrita pela autora Kiera Cass e publicada em 2012 pela Editora Seguinte.

Em Illéa, país formado após a destruição dos Estados Unidos, A Seleção é um processo que ocorre poucas vezes em anos, quando o príncipe atinge idade suficiente para casar e precisa escolher uma princesa entre as plebeias do reino, que tem entre 16 e 20 anos, onde apenas 35 são escolhidas para o concurso televisionado para todo o país. O que faz d'A Seleção um evento importante e concorrido é a possibilidade de ascensão no sistema de castas vigente no país e uma gratificação generosa para a família das participantes.
Porém, para América Singer tudo isso não passa de uma enorme bobagem para satisfazer os caprichos de um príncipe vaidoso e a separar de sua família e seu namorado secreto, Aspen. Já sua mãe o vê como realmente é: uma oportunidade de conforto e vida nova. Pressionada pela mãe e por Aspen, mas confiante de que nunca seria selecionada, América se inscreve no concurso e tem sua vida totalmente mudada ao ser uma das 35 Selecionadas.

A Seleção é uma distopia romântica e se passa no jovem país Illéa, originado a partir do Estado Americano da China, antigo Estados Unidos antes da 4ª Guerra e de sua aliança com a China. Devo dizer que o livro é um misto de Jogos Vorazes - sem mortes e cheio de glitter e purpurina - Miss Simpatia, O Diário da Princesa e programas de namoro como Rola ou Enrola, Namoro na TV, etc.mas diferente de outras distopias, cheias de sangue e revolta, Kiera Cass adaptou o gênero para uma história mais leve e feminina, com foco nos dramas de sua protagonista adolescente e vez ou outra revela conflitos políticos e sociais escondidos por baixo dos panos.

O livro é narrado em primeira pessoa por América, que a princípio é uma personagem feminina forte, centrada, talentosa e submissa, pertencente a casta Cinco, de músicos e artistas em geral, cuja natureza pobre, está apenas 3 degraus acima da última casta da hierarquia. Mas, após sua chegada ao palácio, sua postura torna-se incoerente, pois apesar de ainda negar a competição e deixar claro para si e para o príncipe Maxon que está ali apenas pela comida e pelo dinheiro, que não nutre sentimentos pelo príncipe e não tem nenhuma pretensão de "ganhar", suas ações demostram completamente o contrário, o que faz dela uma competidora tão feroz quanto suas concorrentes. E em meio a uma visão de mundo machista e esnobe, América surpreende não se curvando facilmente a estas ideologias, provando-se durona e tão capaz quanto qualquer pessoa nascida em casta mais elevada e isso me conquistou totalmente.

Essa era a verdade, no fim das contas. Ainda não sabia o que queria, mas não podia me deixar levar pelo mais fácil ou por aquilo que os outros achavam certo. Só precisava de um tempo até decidir o que era melhor para mim."
Geralmente não me conecto tão facilmente com alguns personagens e custo um pouco a compreendê-los, mas com América isso foi rápido e fácil. O príncipe Maxon é um gentleman, afinal, ele é um príncipe e carrega todas as qualidades de tal título, como carisma, lealdade, companheirismo, charme e inteligência. Sua personalidade é difusa e flexível, pode-se dizer que ele alcança o equilíbrio e, como vemos sob os olhos de América, ainda apaixonada por Aspen, Maxon, com todas as suas qualidades é apenas insuficiente para ela. A amizade de Maxon e América, que começa a partir do improvável, é o que lhe dá grande força e ar de normalidade, características que lhe fogem pela expectativa que carrega em seu título.

Aspen e América, por outro lado, têm uma história, tendo em vista que namoraram secretamente por 2 anos e pretendiam casar, tanto que até juntavam dinheiro para isso; mas por serem de castas diferentes, ele um Seis e ela Cinco, o relacionamento mantinha-se secreto, não que fosse proibido, mas os encontros após o horário de recolher eram. Por ser um Seis, Aspen é mais pobre que a família de América e trabalha como ajudante geral para sustentar sua família numerosa, como todos de sua casta, e é extremamente orgulhoso, características estas que o levam a terminar com América. 
  
Por trás da aparência de um livro romântico e "feminino" a autora construiu uma atmosfera de cunho social respeitável, com divisão de castas, leis retrógradas e conservadoras, além de explicar com alguns detalhes a história de Illéa e sua formação como país, que, alias, é ensinada oralmente para a população, sem uso de livros ou escrita. O que entra em outro tema interessante, que é a falta de informação e conhecimento da própria história que o povo de Illéa possui, fato este questionado por América, mas que acabou sem resposta neste primeiro livro - e espero encontrar nos próximos.  

Ao longo do livro estas questões políticas se sobressaem em forma de crítica e preconceito, mas principalmente, por meio de ataques de grupos rebeldes ao palácio que ainda não tiveram suas reivindicações definidas, mas considerando o sistema falho pobreza, fome e exploração, não fica difícil de imaginar. Parece uma Idade Média 2.0 - e se o futuro é assim, prefiro não estar nele.



Por fim, fiquei bem satisfeita com o livro, foi além das minhas expectativas - que convenhamos, eram bem baixas. Com uma trama promissora, a escrita simples de Kiera Cass prende do começo ao fim e não te faz querer parar até acabar. América é uma personagem carismática e fácil de se identificar. Já estou bem ansiosa e com altas expectativas para começar  A Elite.



Nota:

Editora: Seguinte
Páginas:
368

Publicação: 2012
Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama. Abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe - e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

[Resenha] Skins (1ª Geração)

Muita gente já deve ter ouvido falar de Skins e logo taxou como sendo uma "série besta de adolescente rebelde", mas creio que poucos se interessaram realmente em procurar saber mais sobre ela - e garanto, Skins não é uma série besta. 


skins-abertura-gif

Criada por Bryan Elsley e Jamie Brittain, Skins é uma série dramática do Reino Unido que acompanha por um curto período de tempo um grupo de jovens do último ano do ensino médio até sua formatura e, apesar do que possa parecer, não é uma série adolescente e sim para jovens adultos, pois trata de temas pesados, como vício e uso abusivo de drogas, sexo, transtornos alimentares, homossexualidade, morte e também temas mais leves, como família, amigos, escola, relacionamentos, religião e, principalmente, a transição entre a adolescência e a vida adulta. A série tem classificação +18 e é dividida em Gerações, sendo a 1ª ocorrida nas duas primeiras temporadas com os personagens Tony, Michelle, Sid, Chris, Cassie, Anwar, MaxxieJal e Effy onde cada episódio foca nos dramas de um dos personagens do grupo.

Na 1ª temporada somos apresentados aos personagens, a começar por Tony, um garoto popular e inteligente, namora Michelle, mas a trai constantemente. Seu melhor amigo, Sid, é "secretamente" apaixonado por sua namorada e durante os primeiros episódios a maior preocupação do grupo é fazê-lo perder a virgindade. Cassie é excêntrica e tem anorexia nervosa, baixa auto estima e tendência suicida, passa dias sem comer e ninguém parece se importar com isso, a menos que fique internada em uma clínica. É uma das personagens mais problemáticas depois de Chris, que fora abandonado pela mãe e renegado pelo pai após a morte do irmão mais velho. Ele nutre uma paixão por uma professora e vício em drogas como maconha e viagra. Jal tem problemas em casa, mas é extremamente inteligente e a mais madura do grupo. Anwar e Maxxie são melhores amigos, mas Maxxie é homossexual e Anwar, muçulmano e isso causa atritos entre os dois.


skins-gen1-resenha

O clima da série a princípio é leve e descontraído, mas torna-se pesado de forma naturalmente gradativa, tanto que nem dá para perceber em que ponto a coisa ficou tão pesada. É preciso dizer que os episódios de Chris e Cassie são inquestionavelmente os melhores desta temporada. O drama dos dois personagens é tocante e os atores fizeram um trabalho incrível dando toda a carga emocional a seus personagens. A temporada termina com a música Wild World de Cat Stevens e dai já dá para ter uma ideia de como será a próxima. 

E é na 2ª temporada que a série prova todo seu potencial e fica mais real e pesada. Os problemas dos personagens aumentam após os acontecimentos da temporada anterior e a chegada do fim do ensino médio. Os primeiros episódios são duros, importantes principalmente para o crescimento de Tony como personagem, que antes era um destaque e passou a ficar em segundo plano, o que não quer dizer que seu fantasma não esteja presente, assombrando os outros. O drama escolhido para Michelle e Sid testa a paciência e nem mesmo a afeição causada no episódio de Sid o salva da ira iminente de quem assiste. Cassie passa a ter grandes problemas, mas foram muito pouco explorados. Aqui também uma nova personagem é introduzida, Sketch, apaixonada por Maxxie e completamente insana, protagonizando um episódio estranho e sinistro. 

skins-gen1-gif

Sem dúvida a escolha do elenco foi perfeita e os atores são impecáveis, vale citar Nicholas Hoult (Tony), Hannah Murray (Cassie) e Kaya Scodelario (Effy) que estiveram ótimos em seus papéis. As cenas de Sid e Tony são emocionantes, ainda mais quando todos os acontecimentos são levados em conta, sendo duas delas memoráveis, como Tony consolando Sid em uma boate ao som de Crystal Castles e a despedida dos dois no episódio final - eu odeio despedidas T.T. 
A trilha sonora também é algo que particularmente adorei, conta com Bob Dylan, Chemical Brothers, Neil Diamond, The Beach Boys, Crystal Castles, Johnny Cash e várias outras bandas.

final da 1ª Geração não tinha como ser mais triste e incerto, assim como o futuro do grupo que está na fase de transição, na qual precisam crescer rápido e começar a traçar seu próprio caminho estando prontos ou não. Skins é uma série que não parece ter nada demais a oferecer, além de um bando de adolescentes sendo idiotas, mas surpreende positivamente. Carrega um tom jovem e divertido, ao mesmo tempo que é assustador e nostálgico, recria esse sentimento no espectador, que revive algumas de suas próprias lembranças - afinal, é impossível assistir sem lembrar de quando se era um adolescente besta e podia fazer coisas idiotas

A série, que foi um enorme sucesso dentro e fora do Reino Unido, é composta de 7 temporadas, lançadas ao longo de 2007 a 2013, sendo elas divididas em 3 gerações e um total de 61 episódios, todos disponíveis na Netflix. A 2ª Geração seguirá com Effy, irmã mais nova de Tony e só Deus sabe o que vai sair disso :P 
Ainda estou um pouco triste em dar adeus a estes personagens =/



Essa série encaixa perfeitamente na lista Des-bullying-nando Séries!
Agora me conta :D
Você já assistiu? O que achou? Pretende assistir? Também já fez bullying
Não deixa de me contar ai embaixo :D

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Séries completas para maratonar na Netflix

Esse é um daqueles posts que você olha e pensa "Mas como eu não fiz isso antes?"
No começo desse final de semana (antes de eu entrar novamente no vício de The Sims 4) entrei em uma busca incessante por séries legais para começar - como se já não estivesse cheia de séries atrasadas XD - mas não queria séries em andamento, porque né? Sou dessas que não se aguenta até ver o fim - e depois sofrer porque acabou.

Pensando nisso, vasculhei a Netflix e criei essa lista para pessoas que, como eu, não se aguentam e não se importam de perder vários dias da vida fazendo maratonas :D
Lembrando que ainda não assisti todas as séries da lista - mas pretendo!

Lie to Me
3 temporadas

Ainda não acredito que Lie to Me foi cancelada! Uma das séries mais geniais da TV durou apenas 3ª temporadas e até hoje me recuso a assistir o último episódio =/ - pois é eu parei na reta final. Ah, e foi a primeira série que maratonei no primeiro mês grátis de Netflix! 
Em Lie to Me o Dr. Cal Lightman é especialista em decifrar mentiras a partir da observação corporal e microexpressões e assim, com sua equipe, soluciona casos para a justiça -  ainda te transforma em um mestre jedi decifrador de mentiras como ele.

Breaking Bad
5 temporadas
breaking-bad

Fatos sobre a vida: primeiro, todos nós iremos morrer um dia, segundo, Breaking Bad é sensacional! Não é atoa que as pessoas falam tanto dessa série. Está na minha lista de séries ainda não finalizadas - o que é uma vergonha, já que passou até na Record -, mas não há dúvidas de que é ÓTIMA!
Após descobrir um câncer no pulmão, o professor de química Walter White, percebe que sua vida é uma droga (sério, gente, esse trocadilho foi não foi intencional) e decide entrar para o tráfico de drogas para garantir um pé de meia para sua família antes de morrer.

Dr. House
8 temporadas
dr-house-gif-opening

Dr. House dispensa apresentações, né? Estou assistindo aos poucos os episódios, porque as vezes o House é insuportável e preciso de um tempo para recuperar meu emocional! 
Gregory House é um médico brilhante, sua especialidade são infectologia e nefrologia, porém se destaca em casos onde houve falha ou incapacidade de diagnóstico por outros médicos.

How I Met Your Mother
9 temporadas
how-i-met-your-mother-gif

Essa não podia ficar de fora, né? Ainda mais porque recentemente remaratonei nas férias - sim, 9 temporadas em 1 mês, podem me dar o prêmio de desocupada do ano!
Se por algum motivo estranho você não conhece, não sabe do que é ou nunca ouviu falar de How I Met Your Mother, vai ai uma sinopse rápida: na série Ted Mosby narra para os filhos a história de como conheceu a mãe deles, mas para isso precisa voltar alguns anos no passado, quando ainda era um arquiteto solteiro de 27 anos em Nova York. Basicamente é isso! Ah sim, e se a sinopse maneira não te convenceu, tem post aqui no blog, clica aqui :D

A Young Doctor's Notebook
2 temporadas
radcliffe-hamm-a-young-doctors-notebook

Mad Men e Harry Potter na mesma série, pode? POOOOOOOODE!
Cara, sério, largue tudo o que você estiver fazendo, e vá assistir essa série de nome gigantesco. JÁ! Juro que não irá se arrepender ;)
A série acontece em dois tempos, durante a Revolução Russa, quando Vladimir Bomgard se forma em medicina e começa a trabalhar em uma clinica médica de uma cidade remota, onde dá início a suas anotações - interpretado por Radcliffe - e quase 20 anos após, quando relê seu diário e reflete sobre seu passado - interpretado por Jon Hamm. 
Não é certeza de que a série foi finalizada e também não é certeza que haverá uma terceira temporada, mas pela dúvida, é uma ótima opção!


The Inbetweeners
3 temporadas
inbetweeners

Ela apareceu para mim como uma sugestão de séries britânicas, eu vi o trailer, li a sinopse e pensei "ué, por que não?" E eu assisti? NOP! Mas pretendo, por isso tá na lista :D
Pelo que eu entendi da série, que é britânica, é uma sitcom e esses quatro caras da foto são adolescentes nerds enfrentando o ensino médio em uma escola publica - ou algo assim! Parece que foi bem popular no Reino Unido, tanto que até ganhou alguns prêmios por lá e tiveram um filme lançado após sua finalização. 

Merlin
5 temporadas
merlin-serie-netflix

Merlin é mais uma das séries que eu tô ensaiando anos para assistir, mas até agora... 
A 1ª temporada foi lançada em 2008 e finalizada em 2012 e é britânica - aparentemente um dos grandes sucessos da BBC One! Para quem gosta de séries de época, lendas do Rei Arthur e do mago Merlin, eis a série perfeita!
Sinopse da Netflix: A lenda do rei Arthur é recontada a partir da chegada de Merlin a Camelot, onde ele aperfeiçoa seus dotes mágicos com a ajuda do médico da corte.

Misfits 
5 temporadas
misfits-serie-netflix

Misfits também entra na lista de séries que ainda não assisti, na verdade, foi uma das opções fortes de sexta-feira passada - e da vida, mas por algum motivo eu nunca começo. Ela é britânica e foi transmitida durante 2009 e 2013.
Sinopse da Netflix: Após serem sentenciados a seis semanas de serviço comunitário, cinco jovens irresponsáveis percebem que uma estranha tempestade lhes concedeu superpoderes.

That's all folks! :D
E ai, qual vai maratonar esse final de semana - também conhecido como o último das férias? Tem alguma série para indicar?

domingo, 1 de janeiro de 2017

[Retrospectiva] Tretas e Filmes que marcaram 2016!

FELIZ ANO NOOOOVO CRIANÇAS! <3
E sim, eu esperei 2016 acabar para fazer esse post, porque...né? Foi um ano cheio de surpresas e até acabar de verdade - e olha que demorou - fica aquele receio no ar, aquele vai, não vai, a expectativa... 
2016 foi o ano das possibilidades, pois tudo de improvável que tinha para acontecer, aconteceu - pegando todo mundo de surpresa! Entre tanta coisa doida que aconteceu, separei as principais que marcaram o meu, o seu, o nosso 2016 \Õ/ \Õ/ \Õ/ 

Tretas e Acontecimentos 
Oscar do Leonardo DiCaprio

É unânime! Quando perguntamos "mas quando foi que 2016 começou a desandar?" a resposta não tinha como ser diferente! O Oscar do Leo DiCaprio, que colocou fim a uma incrível era de memes inesquecíveis, deu início as bizarrices que viriam esse ano! 
28 de fevereiro foi o início de tudo! - fomos avisados, mas não entendemos os sinais =O

Mortes 

Alan Rickman, David Bowie, Carrie Fisher e sua mãe Debbie Reynolds,George Michael, Ruben Aguirre foram só alguns dos grandes nomes do cinema e da música que saíram cedo dessa festa louca que foi 2016. Já sentimos saudade com certeza!

TeamCap x TeamIron

A causa de várias tretas, discussões e rompimento de amizades entre nerds de todas as idades e em várias partes do mundo - foi uma treta internacional!. O marketing de Capitão América: Guerra Civil quebrou a harmonia e polarizou o mundo. Sem dúvida a escolha de um lado causa discórdia, como Xbox x Playstation, Biscoito x Bolacha, mas nenhuma foi tão forte quanto TeamCap e TeamIron

Esquadrão Suicida

Essa rendeu discussões longas. Longas mesmo! Antes do lançamento de Esquadrão Suicida, as críticas foram quanto ao tamanho do "uniforme" usado por Margot Robbie. Depois do lançamento as criticas foram para a má roteirização, personagens desnecessários, e até o excesso de cores... Mas após uma análise mais profunda, o foco foi, com razão, a romantização do relacionamento de Coringa e Arlequina! - sério gente, quem consegue ver romance nisso? Se você viu, volte a 2016 e perca sua vez, pois houve um erro grave de interpretação!

Johnny Depp como Grindelwald?

Em todos esses anos nessa industria vital, essa foi a polêmica mais estranha que já vi!
Depois de ser acusado de agredir a esposa, Amber Heard, a internet explodiu em críticas a Johnny Depp e movimentou um boicote ao filme em cartaz na época, Alice Através do Espelho. A treta foi tão forte que durou até o lançamento de Animais Fantásticos e Onde Habitam, quando pouco antes do lançamento do filme foi divulgado que Johnny Depp faria Grindelwald.

Filmes de 2016
Apesar de coisas estranhas terem acontecido, 2016 teve ótimas estreias no cinema, como remakes, adaptações, revivals, sequências e live actions - que também são esperados para esse ano! 

Deadpool (vemk tem post) - Capitão América: Guerra Civil - X-Men: Apocalipse
Muita gente diz que o último filme do arco iniciado em "Primeira Classe" é terrível e com certa razão, pois foi o filme de menor bilheteria da sequência e esteve em várias listas de piores filmes do ano - mas não entendo porquê! Mesmo com toda essa crítica negativa eu gostei muito, não tinha como deixar de fora, né non?!

Invocação do Mal 2 - Procurando Dory - Esquadrão Suicida

Esquadrão Suicida deixou muita gente dividida entre os que gostaram MUITO e os que odiaram MUITO, eu fiquei em cima do muro e pretendo fazer uma resenha sobre ele, em breve! - mas preciso dizer, os efeitos usados na Magia deixaram ela incrível!

Doutor Estranho - Animais Fantásticos e Onde HabitamRogue One: Uma História Star Wars

Animais Fantásticos e Onde Habitam foi o filme que mais estive ansiosa para assistir em 2016. Superou minhas expectativas e mal posso esperar para chegar logo 2018 e assistir a continuação <3
P.s.: Infelizmente ainda não assisti Doutor Estranho e Rogue One =/

Personagens
Escolher personagens é complicado demais! São tantos filmes e personagens que fica difícil selecionar. Mas meu método foi anotar os primeiros personagens que vieram a mente e analisá-los individualmente :D 
E, bom... esses foram os escolhidos:

Valak (Invocação do Mal 2)

A freira de Invocação do Mal 2 foi colocada no filme de última hora, apenas 3 meses antes do lançamento e é medonha. Minha crença na existência de bons filmes de terror estava, quase acabando, até lançar Invocação do Mal 2 com o demônio Valak, que voltará com filme próprio, The Nun - espero que seja bom, diferente de Annabelle ¬¬
Ah, e teve até pegadinha no Programa Silvio Santos

Arlequina

Não tem nem o que discutir, né? É só ver número de meninas (e meninos <3) fazendo cosplay de Arlequina em eventos, como CCXP! Para muitos, Esquadrão Suicida pode não ter sido um filme muito bom, mas acredito que o Pistoleiro de Will Smith e Arlequina foram o que salvaram Esquadrão Suicida de passar batido, tanto que ela até ganhou um filme solo <3

Geraldo (Procurando Dory)

Na boa! Olha a cara desse leão marinho <3
Geraldo apareceu apenas por alguns segundos em Procurando Dory, mas foi o bastante para roubar a cena e ser o melhor personagem do filme!

Pelúcio (Animais Fantásticos e Onde Habitam)

Contra fatos não há argumentos! Tem como não se apaixonar por esse bichinho fofo? O Pelúcio de Newt aparece bem pouco, mas suas sequências são cômicas e fez muita gente se apaixonar e querer um - afinal além de fofo ele também caça tesouros <3


Essa foi a minha lista! E ai, concordam? Faltou alguma coisa? Tiraria alguma coisa?
Me fala ai a sua nos comentários! :D
Ah, e FELIZ ANO NOVO! <3

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

[Resenha] Uni-Duni-Tê, M. J. Arlidge

ÚLTIMA RESENHA DO ANO! 
E o livro da vez foi enviado pela Editora Record - e isso de forma nenhuma influência na resenha - Uni-Duni-Tê do autor M.J. Arlidge! 
livro-uni-duni-te
Uni-Duni-Tê é um livro policial de 322 páginas, escrito pelo britânico M.J. Arlidge e publicado este ano pela Editora Record. Você quer viver?

Um casal é sequestrado e acorda no fundo de uma enorme piscina com apenas um celular, uma arma e nenhuma possibilidade de fuga. Uma ligação estabelece as regras: apenas um pode sobreviver. Dias após, uma das vítimas é encontrada com vida, porém uma nova dupla desaparece e o padrão volta a se repetir. Helen Grace, detetive-inspetora está a frente da investigação e lidera um grupo de agentes na busca pelo perigoso serial killer a solta no Reino Unido, enquanto lida com problemas pessoais e fantasmas do passado que voltam a assombrá-la.

Uni-Duni-Tê é uma trama policial cheia de suspense e assassinato, com personagens femininas fortes e um serial killer extremamente sádico. Este é o primeiro livro de Arlidge e posso dizer que se saiu extremamente bem. A narrativa usada por ele ocorre em primeira e terceira pessoa, intercaladas entre os personagens e os capítulos, que são curtos e fazem da leitura mais rápida. Sua escrita prende desde o primeiro capítulo e o que mais gostei é a forma como explora os personagens e descreve ambientes. Sobre isso, acho interessante fazer um parêntese, Arlidge é produtor e escritor de séries para TV inglesa, e isso certamente influenciou bastante em sua forma de escrever e construir os capítulos, pois realmente prende e faz parecer que tem uma série rodando na cabeça.

uni-duni-te-m.j.-arlidge

Os personagens são bem construídos e maduros, Arlidge se preocupa em dar profundidade a seus personagem apresentando parte da história de cada um, e, como disse, as personagens femininas, como Helen e Charlie, se destacam mais por sua força e inteligência, com exceção de Emília Garanita - chegaremos lá. Helen Grace é uma personagem enorme, e por enorme quero dizer ampla, profunda e misteriosa - é difícil falar sobre ela sem soltar alguns spoilers. Quase chegando aos 40, Helen é solitária, não tem amigos ou família, tampouco permite que seus colegas de trabalho se aproximem a ponto de criar vinculo, o que a possibilita focar exclusivamente em seu trabalho, diferente de outras mulheres que pensam em constituir família. É uma personagem implacável e reservada, é visível que há vários traumas e coisas escondidas sobre seu passado e personalidade - que talvez nem ela tenha consciência - o que a torna enigmática, tanto que as narrações de Helen são apenas em terceira pessoa, como se nem o autor soubesse o que se passa em sua cabeça. 

Minha única consideração negativa sobre o livro é a personagem Emilia Garanita, repórter que ronda as investigações sobre os assassinatos. Ela consegue ser extremamente chata e desagradável dentro e fora do livro, além de ser totalmente esquecível durante a leitura - me perguntei algumas vezes "quem é Emilia mesmo?" - e dispensável, pois é impossível cogitá-la como suspeita. 

uni-duni-te-livro-m-j-arlidge

Não posso dizer que o serial killer é bom ou ruim, ele é sádico e insano, como todos os assassinos e surge algumas vezes narrando sua história, que fica mais sombria e sofrida a cada aparição ao longo da história. O que o diferencia de outros assassinos da literatura creio não poder falar sem sair um super spoiler, mas confesso que não foi difícil descobri-lo e muito menos diminuiu a graça da história, porque até certo ponto todas as pistas já foram dadas e só resta por em prática todas as táticas decifradoras de mistérios adquiridas nos livros da Agatha Christie

O desfecho foi um daqueles de tirar o folego e fazer o coração palpitar, de ler a última página apenas passando os olhos para depois ler de novo e de novo, até absorver e entender tudo o que acabou de acontecer. A grande sacada do livro sem dúvida é o instinto de sobrevivência, ao ler este livro é inevitável se colocar na situação em que o assassino coloca suas vitimas e mesmo após pensar muito não consegui escolher a melhor opção entre matar ou morrer


Os curiosos são alvos fáceis, não são? São espíritos inferiores, que se alimentam da desgraça alheia. Mas quem de nós pode dizer que não olharia? Que nunca espiou ao passar por um acidente de moto ou por uma área isolada pela polícia? O que procuramos ao olhar? Sinais de vida? Ou sinais de morte?" - p. 122
Em geral, foi um livro muito bom, me lembrou bastante Jogos Mortais - de que sou muito fã :D - e prendeu do começo ao fim. O autor já lançou outros seis livros com a detetive Helen Grace, mas ainda não foram publicados no Brasil - pena! =/


Nota:


m-j-arlidge-livro
Editora: Record
Páginas: 322
Publicação: 2016
Sinopse: Um assassino está à solta. Sua mente doentia criou um jogo macabro no qual duas pessoas são submetidas a uma situação extrema: viver ou morrer. Só um deverá sobreviver.
Um jovem casal acorda sem saber onde está. Amy e Sam foram dopados, capturados, presos e privados de água e comida. E não há como escapar. De repente, um celular toca com uma mensagem que diz que no chão há uma arma, carregada com uma única bala. Juntos, eles precisam decidir quem morre e quem sobrevive. Em poucos dias, outros pares de vítimas são sequestrados e confrontados com esta terrível escolha. À frente da investigação está a detetive Helen Grace, que, na tentativa de descobrir a identidade desse misterioso e cruel serial killer, é obrigada a encarar seus próprios demônios. Em uma trama violenta que traz à tona o pior da natureza humana, Grace percebe que a chave para resolver este enigma está nos sobreviventes. E ela precisa correr contra o tempo, antes que mais inocentes morram.
Adicionar ao Skoob - Submarino - Saraiva

E acabou, gentes! 
Agora posso dizer que 2016, também conhecido como o ano mais DESTRUIDOR desde o Big Bang, tá acabando \Õ/
Me conta, o que achou? Já tinha visto por ai nas internets? Pretende ler? Como tá a vida?
Digam nos comentários  Juro que dessa vez repondo rápido ;)