sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O Diário de Anne Frank

Finalmente terminei um dos livros da minha lista e já corri para vir escrever sobre ele, mas por ser um diário não me senti no direito de resenhar ou criticar, por isso o título da postagem é apenas O Diário de Anne Frank, então a única coisa que farei é dizer o que achei sem categorizar. 

Primeira Página do diário original


Sou apaixonada por história, tenho grande interesse pelas Guerras Mundiais, holocausto, apartheid, segregação racial nos Estados Unidos, etc. Há muito tempo estava querendo ler esse livro, ainda mais por ser uma narração concreta dos acontecimentos da 2ª Guerra vista e vivida por uma garotinha judia se escondendo dos alemães. Já vi vários filmes e li livros de história sobre o holocausto, mas nenhum como este e, definitivamente, Anne se tornou uma grande heroína para mim. 

Quando completou 13 anos, em 12 de junho de 1942,  Anne começou seu diário e como estímulo para continuar a escrever, o nomeou de Kitty. Ela conta sua história e sua vida como judia em Amsterdã, as humilhações que os alemães impuseram aos judeus, como ter um horário de recolher, não poder usar bondes ou dirigir automóveis, não frequentar as mesmas escolas e estabelecimentos que os holandeses e estar sempre usando a estrela de Davi em suas roupas; conta também sua solidão e acontecimentos na escola (que são bem engraçados). Em julho de 1942, após sua irmã, Margot, ser convocada a se apresentar a SS, a família Frank é obrigada a fugir, e no dia seguinte, estão seguindo viagem para o Anexo Secreto, onde Pim, (apelido de Otto Frank, pai de Anne) já havia organizado seu escritório para acolher como esconderijo a sua família. 

Família Frank (Margot, Otto, Anne e Edith)
Ao todo o Anexo Secreto refugiou 8 pessoas, a família Frank, (Otto, Edith e suas filhas, Anne e Margot), a família Van Daan (Hermann, Auguste e o filho Peter van Pels) e o dentista Albert Dussel (Fritz Pfeffer). A estadia não era das melhores, como não havia para onde ir e várias regras a serem seguidas, a convivência se desgastou e as brigas e discussões eram quase diárias, muitas vezes se voltavam para Anne e sua "má educação e petulância". A personalidade de Anne é forte, é uma garota realmente encantadora, daquelas que facilmente se faz amizade, engraçada, entusiasmada, inteligente, independente e tem opinião, o tempo no Anexo Secreto a fez crescer muito e acompanhar essa mudança foi a melhor parte.

Até pouco mais da metade do livro, cheguei a me sentir desconfortável lendo, pois caiu a ficha de que realmente estava lendo o diário de outra pessoa e eu nunca iria querer um diário meu sendo lido, quanto mais publicado. Anne diz exatamente isso em algumas passagens (e seu diário só foi traduzido em mais de 70 línguas e publicado em mais de 60 países), mas pareceu mudar de ideia, quando em 1944, ouviu no rádio sobre a possibilidade de cartas e diários sendo publicados como memórias de guerra, a partir daí ela passou a detalhar muito mais a política e a rotina que viviam.

Quando escrevo, liberto-me de tudo; minhas tristezas desaparecem, minha coragem renasce. Mas — e essa é a grande pergunta —, poderei algum dia escrever algo de realmente importante, ser jornalista ou escritora? Espero que sim, espero de todo o coração, pois quando escrevo recapturo tudo, pensamentos, ideais, fantasias, tudo..."
O que mais entristeceu ao ler, foi a esperança de Anne e dos outros moradores do Anexo Secreto, de poderem ser livres novamente, logo que a guerra acabasse. Os planos que tinham para o final da guerra... ler tudo isso já sabendo partes do final é terrível. E quanto ao final do livro, não esperava que fosse diferente, porém me abalou muito mais do que imaginei e senti como se estivesse perdendo uma amiga.


Quero continuar a viver, mesmo depois de minha morte!" - Anne Frank

Em 4 de agosto de 1944 o Anexo Secreto foi invadido por oficiais, os ocupantes foram presos e depois levados para o campo de concentração de Westerbork. Edith Frank, mãe de Anne, morreu em janeiro de 1945, nos campos de Auschwitz. Anne e Margot foram levadas para Bergen-Belsen, na Alemanha, e lá morreram de tifo, em fevereiro de 1945. Otto Frank foi o único sobrevivente do Anexo Secreto. Miep e Elli guardaram o diário de Anne e após a guerra o entregou a Otto, que decidiu publicá-lo em 1947.



Título: O Diário de Anne Frank
Autor: Anne Frank
Páginas: 416
Publicação: 1947
Gênero:  Biografia
Sinopse: O Diário de Anne Frank é um diário escrito por Anne Frank entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial. Escondida com sua família e outros judeus em Amsterdã durante a ocupação nazista nos Países Baixos, Anne Frank, com treze anos de idade, conta, em seu diário, a vida deste grupo de pessoas.


 

2 comentários:

  1. Se fosse a uns meses atrás,eu não iria querer ler esse livro de jeito nenhum,mas,agora quero muito ler esse livro. :)

    beijo!

    anicessilva.blogspot.com

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    1. Que bom que mudou de ideia :D
      Leia sim, vale muito a pena. Me apaixonei por Anne, aposto que quando ler, você também irá gostar muito dela <3

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