quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

[Resenha] Uni-Duni-Tê, M. J. Arlidge

ÚLTIMA RESENHA DO ANO! 
E o livro da vez foi enviado pela Editora Record - e isso de forma nenhuma influência na resenha - Uni-Duni-Tê do autor M.J. Arlidge! 
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Uni-Duni-Tê é um livro policial de 322 páginas, escrito pelo britânico M.J. Arlidge e publicado este ano pela Editora Record. Você quer viver?

Um casal é sequestrado e acorda no fundo de uma enorme piscina com apenas um celular, uma arma e nenhuma possibilidade de fuga. Uma ligação estabelece as regras: apenas um pode sobreviver. Dias após, uma das vítimas é encontrada com vida, porém uma nova dupla desaparece e o padrão volta a se repetir. Helen Grace, detetive-inspetora está a frente da investigação e lidera um grupo de agentes na busca pelo perigoso serial killer a solta no Reino Unido, enquanto lida com problemas pessoais e fantasmas do passado que voltam a assombrá-la.

Uni-Duni-Tê é uma trama policial cheia de suspense e assassinato, com personagens femininas fortes e um serial killer extremamente sádico. Este é o primeiro livro de Arlidge e posso dizer que se saiu extremamente bem. A narrativa usada por ele ocorre em primeira e terceira pessoa, intercaladas entre os personagens e os capítulos, que são curtos e fazem da leitura mais rápida. Sua escrita prende desde o primeiro capítulo e o que mais gostei é a forma como explora os personagens e descreve ambientes. Sobre isso, acho interessante fazer um parêntese, Arlidge é produtor e escritor de séries para TV inglesa, e isso certamente influenciou bastante em sua forma de escrever e construir os capítulos, pois realmente prende e faz parecer que tem uma série rodando na cabeça.

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Os personagens são bem construídos e maduros, Arlidge se preocupa em dar profundidade a seus personagem apresentando parte da história de cada um, e, como disse, as personagens femininas, como Helen e Charlie, se destacam mais por sua força e inteligência, com exceção de Emília Garanita - chegaremos lá. Helen Grace é uma personagem enorme, e por enorme quero dizer ampla, profunda e misteriosa - é difícil falar sobre ela sem soltar alguns spoilers. Quase chegando aos 40, Helen é solitária, não tem amigos ou família, tampouco permite que seus colegas de trabalho se aproximem a ponto de criar vinculo, o que a possibilita focar exclusivamente em seu trabalho, diferente de outras mulheres que pensam em constituir família. É uma personagem implacável e reservada, é visível que há vários traumas e coisas escondidas sobre seu passado e personalidade - que talvez nem ela tenha consciência - o que a torna enigmática, tanto que as narrações de Helen são apenas em terceira pessoa, como se nem o autor soubesse o que se passa em sua cabeça. 

Minha única consideração negativa sobre o livro é a personagem Emilia Garanita, repórter que ronda as investigações sobre os assassinatos. Ela consegue ser extremamente chata e desagradável dentro e fora do livro, além de ser totalmente esquecível durante a leitura - me perguntei algumas vezes "quem é Emilia mesmo?" - e dispensável, pois é impossível cogitá-la como suspeita. 

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Não posso dizer que o serial killer é bom ou ruim, ele é sádico e insano, como todos os assassinos e surge algumas vezes narrando sua história, que fica mais sombria e sofrida a cada aparição ao longo da história. O que o diferencia de outros assassinos da literatura creio não poder falar sem sair um super spoiler, mas confesso que não foi difícil descobri-lo e muito menos diminuiu a graça da história, porque até certo ponto todas as pistas já foram dadas e só resta por em prática todas as táticas decifradoras de mistérios adquiridas nos livros da Agatha Christie

O desfecho foi um daqueles de tirar o folego e fazer o coração palpitar, de ler a última página apenas passando os olhos para depois ler de novo e de novo, até absorver e entender tudo o que acabou de acontecer. A grande sacada do livro sem dúvida é o instinto de sobrevivência, ao ler este livro é inevitável se colocar na situação em que o assassino coloca suas vitimas e mesmo após pensar muito não consegui escolher a melhor opção entre matar ou morrer


Os curiosos são alvos fáceis, não são? São espíritos inferiores, que se alimentam da desgraça alheia. Mas quem de nós pode dizer que não olharia? Que nunca espiou ao passar por um acidente de moto ou por uma área isolada pela polícia? O que procuramos ao olhar? Sinais de vida? Ou sinais de morte?" - p. 122
Em geral, foi um livro muito bom, me lembrou bastante Jogos Mortais - de que sou muito fã :D - e prendeu do começo ao fim. O autor já lançou outros seis livros com a detetive Helen Grace, mas ainda não foram publicados no Brasil - pena! =/


Nota:


m-j-arlidge-livro
Editora: Record
Páginas: 322
Publicação: 2016
Sinopse: Um assassino está à solta. Sua mente doentia criou um jogo macabro no qual duas pessoas são submetidas a uma situação extrema: viver ou morrer. Só um deverá sobreviver.
Um jovem casal acorda sem saber onde está. Amy e Sam foram dopados, capturados, presos e privados de água e comida. E não há como escapar. De repente, um celular toca com uma mensagem que diz que no chão há uma arma, carregada com uma única bala. Juntos, eles precisam decidir quem morre e quem sobrevive. Em poucos dias, outros pares de vítimas são sequestrados e confrontados com esta terrível escolha. À frente da investigação está a detetive Helen Grace, que, na tentativa de descobrir a identidade desse misterioso e cruel serial killer, é obrigada a encarar seus próprios demônios. Em uma trama violenta que traz à tona o pior da natureza humana, Grace percebe que a chave para resolver este enigma está nos sobreviventes. E ela precisa correr contra o tempo, antes que mais inocentes morram.
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E acabou, gentes! 
Agora posso dizer que 2016, também conhecido como o ano mais DESTRUIDOR desde o Big Bang, tá acabando \Õ/
Me conta, o que achou? Já tinha visto por ai nas internets? Pretende ler? Como tá a vida?
Digam nos comentários  Juro que dessa vez repondo rápido ;)

Um comentário:

  1. Essa capa chama atenção demais..
    A sinopse nos deixa curioso hahaha e a sua resenha convence..
    Sempre tem um personagem chato né? Mas acredito pela sua resenha que ela não atrapalha a história.

    DICA ANOTADA

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