segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

[Resenha] Skins (1ª Geração)

Muita gente já deve ter ouvido falar de Skins e logo taxou como sendo uma "série besta de adolescente rebelde", mas creio que poucos se interessaram realmente em procurar saber mais sobre ela - e garanto, Skins não é uma série besta. 


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Criada por Bryan Elsley e Jamie Brittain, Skins é uma série dramática do Reino Unido que acompanha por um curto período de tempo um grupo de jovens do último ano do ensino médio até sua formatura e, apesar do que possa parecer, não é uma série adolescente e sim para jovens adultos, pois trata de temas pesados, como vício e uso abusivo de drogas, sexo, transtornos alimentares, homossexualidade, morte e também temas mais leves, como família, amigos, escola, relacionamentos, religião e, principalmente, a transição entre a adolescência e a vida adulta. A série tem classificação +18 e é dividida em Gerações, sendo a 1ª ocorrida nas duas primeiras temporadas com os personagens Tony, Michelle, Sid, Chris, Cassie, Anwar, MaxxieJal e Effy onde cada episódio foca nos dramas de um dos personagens do grupo.

Na 1ª temporada somos apresentados aos personagens, a começar por Tony, um garoto popular e inteligente, namora Michelle, mas a trai constantemente. Seu melhor amigo, Sid, é "secretamente" apaixonado por sua namorada e durante os primeiros episódios a maior preocupação do grupo é fazê-lo perder a virgindade. Cassie é excêntrica e tem anorexia nervosa, baixa auto estima e tendência suicida, passa dias sem comer e ninguém parece se importar com isso, a menos que fique internada em uma clínica. É uma das personagens mais problemáticas depois de Chris, que fora abandonado pela mãe e renegado pelo pai após a morte do irmão mais velho. Ele nutre uma paixão por uma professora e vício em drogas como maconha e viagra. Jal tem problemas em casa, mas é extremamente inteligente e a mais madura do grupo. Anwar e Maxxie são melhores amigos, mas Maxxie é homossexual e Anwar, muçulmano e isso causa atritos entre os dois.


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O clima da série a princípio é leve e descontraído, mas torna-se pesado de forma naturalmente gradativa, tanto que nem dá para perceber em que ponto a coisa ficou tão pesada. É preciso dizer que os episódios de Chris e Cassie são inquestionavelmente os melhores desta temporada. O drama dos dois personagens é tocante e os atores fizeram um trabalho incrível dando toda a carga emocional a seus personagens. A temporada termina com a música Wild World de Cat Stevens e dai já dá para ter uma ideia de como será a próxima. 

E é na 2ª temporada que a série prova todo seu potencial e fica mais real e pesada. Os problemas dos personagens aumentam após os acontecimentos da temporada anterior e a chegada do fim do ensino médio. Os primeiros episódios são duros, importantes principalmente para o crescimento de Tony como personagem, que antes era um destaque e passou a ficar em segundo plano, o que não quer dizer que seu fantasma não esteja presente, assombrando os outros. O drama escolhido para Michelle e Sid testa a paciência e nem mesmo a afeição causada no episódio de Sid o salva da ira iminente de quem assiste. Cassie passa a ter grandes problemas, mas foram muito pouco explorados. Aqui também uma nova personagem é introduzida, Sketch, apaixonada por Maxxie e completamente insana, protagonizando um episódio estranho e sinistro. 

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Sem dúvida a escolha do elenco foi perfeita e os atores são impecáveis, vale citar Nicholas Hoult (Tony), Hannah Murray (Cassie) e Kaya Scodelario (Effy) que estiveram ótimos em seus papéis. As cenas de Sid e Tony são emocionantes, ainda mais quando todos os acontecimentos são levados em conta, sendo duas delas memoráveis, como Tony consolando Sid em uma boate ao som de Crystal Castles e a despedida dos dois no episódio final - eu odeio despedidas T.T. 
A trilha sonora também é algo que particularmente adorei, conta com Bob Dylan, Chemical Brothers, Neil Diamond, The Beach Boys, Crystal Castles, Johnny Cash e várias outras bandas.

final da 1ª Geração não tinha como ser mais triste e incerto, assim como o futuro do grupo que está na fase de transição, na qual precisam crescer rápido e começar a traçar seu próprio caminho estando prontos ou não. Skins é uma série que não parece ter nada demais a oferecer, além de um bando de adolescentes sendo idiotas, mas surpreende positivamente. Carrega um tom jovem e divertido, ao mesmo tempo que é assustador e nostálgico, recria esse sentimento no espectador, que revive algumas de suas próprias lembranças - afinal, é impossível assistir sem lembrar de quando se era um adolescente besta e podia fazer coisas idiotas

A série, que foi um enorme sucesso dentro e fora do Reino Unido, é composta de 7 temporadas, lançadas ao longo de 2007 a 2013, sendo elas divididas em 3 gerações e um total de 61 episódios, todos disponíveis na Netflix. A 2ª Geração seguirá com Effy, irmã mais nova de Tony e só Deus sabe o que vai sair disso :P 
Ainda estou um pouco triste em dar adeus a estes personagens =/



Essa série encaixa perfeitamente na lista Des-bullying-nando Séries!
Agora me conta :D
Você já assistiu? O que achou? Pretende assistir? Também já fez bullying
Não deixa de me contar ai embaixo :D

Um comentário:

  1. Eu curti a série, já anotei o nome no papel para ver.
    Já tinha visto um post mas nada tão bem escrito como o seu post.
    Um beijo e sucesso.

    www.esteticando-se.com

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